May 31

Produtor de festa da Adidas diz que não produziu a festa e xinga jornalista

Category: Noite - Nightlife

Daniel Di Salvo que, segundo press release enviado a esta redação no dia 18 de maio, é produtor da festa Adidas House Party, me enviou um email com ameaças e impropérios impublicáveis. Di Salvo diz que não tem nada a ver com a empresa Slash Slash que, segundo o comunicado oficial da Adidas após o evento, é a empresa responsável pela produção.

Ficamos sem saber qual dos comunicados oficiais da Adidas estão certos: se o press release inicial, enviado antes do evento, ou o comunicado oficial enviado depois da festa. Com certeza a Slash Slash (que ninguém nunca ouviu falar) não aparece no press release anterior à festa e o nome de Di Salvo, e nem o de ninguém, nem mesmo o nome do dono da casa, não são citados no comunicado oficial pós evento.

Em resposta ao email do produtor da festa da Adidas, perguntei o que ele havia feito no evento e não obtive resposta do produtor que me devolveu outra pergunta: você não deveria saber? Não, não sou mãe de santo, portanto não tenho como saber…

É realmente ridículo: ao invés de se desculpar com o público, como fizeram outras pessoas envolvidas com este evento, este senhor ainda agride as pessoas.

O certo, o digno, seria apenas pedir desculpas a todos como outras pessoas envolvidas com a festa fizeram. Mas não, ainda se faz de vítima de uma “calúnia”. Qual seria a calúnia? Dizer que ele produziu o evento? Porque? O evento foi ilegal? Porque é que tanto a Adidas, quanto os curadores, e Daniel Di Salvo não querem que se mostre nenhuma ligação deles com a produção do evento Adidas House Party? O evento se produziu sozinho? Adolf Hitler ressurgiu das cinzas e colocou as imagens da suástica na festa, que não foi produzida por ninguém… Todo mundo chegou lá, já tinha luz, som, a maravilhosa decoração…

Em contrapartida fui xingada de várias coisas horríveis, além dele afirmar que este este blog é “falido”. Bom lembrar que afirmar que alguém é falido, constitui causar contrangimento, o que é, isto sim, passível de processo de calúnia e difamação. Mesmo se eu ou meus negócios fossem falidos, diga-se de passagem, o que não é a realidade, pois não há nenhuma dívida, nem trabalhista nem de nenhuma espécie, em nome de minha empresa ou em meu nome, pessoa física. Faz-se necessário portanto informar ao senhor Daniel Di Salvo que dizer que alguém produziu uma festa não é calúnia nenhuma, ainda mais que fui informada disso pela própria Adidas. Já afirmar que alguém ou alguma empresa é falida, é passível sim de processo de calúnia e difamação que moverei contra este senhor. Para a ciência do direito, o vocábulo falência compreende o processo judicial de arrecadação dos bens do falido e verificação do passivo deixado pela empresa, tendo como finalidade o pagamento de credores e apuração de eventuais crimes falimentares. Mesmo se ele provasse que eu ou minha empresa temos dívidas, ele poderia ser processado mas, a coisa é pior, pois este blog e o portal Bitsmag não empregam ninguém, não têm fornecedores e não têm contas a pagar, portanto não haveria como existir alguma dívida.

Para que o senhor Daniel Di Salvo aprenda de uma vez por todas: pela Carta Constitucional de 1988, a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão nos termos da lei (art. 5º, XLII, da CF).
A lei que passou a definir como crime o racismo e não mais como simples contravenção penal foi a de nº. 7.716, de 5.1.1989.

Em 13.5.1997 entrou em vigor a Lei nº. 9.459, que acrescentou um tipo qualificado ao crime de injúria, impondo penas de reclusão de um a três anos e multa, se cometido mediante utilização de elementos referentes a raça, cor, religião ou origem (CP, art. 140, § 3º).

Resta saber que tipo de colecionador tem quadro de oficial nazista em sua sala e com que tipo de pessoa ele se relaciona que não se sente ao menos incomodado com uma imagem dessas, que representa o Holocausto.

A Adidas, o quadro nazista, os azulejos e mais os produtores deste “primor” da ciência do marketing e do branding já me encheram a paciência.

Links:

Marketing ao avesso – o incrível caso de “branding” da Adidas na festa que ocorreu em casa de colecionador de obras de arte nazistas

Curadores de festa abandonam evento

Blog do escritor João Paulo Cuenca com fotos das obras que têm a suástica

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